Site médico: o que o site de um médico precisa ter

Postado em: 14/10/2026

Publicado em 14 de outubro de 2026.

Em resumo

O site de um médico precisa, antes de tudo, identificar o responsável: nome, CRM acompanhado da palavra MÉDICO e, quando houver, a especialidade com o RQE, na página principal. Depois vêm as páginas que o paciente procura: quem é o médico, uma página por condição ou procedimento, onde atende e como entrar em contato. Também entram a política de privacidade e a caixa de consentimento da LGPD em todo formulário. E há o que evitar, como promessa de resultado, depoimento como prova de eficácia e superlativo.

Neste artigo

Este artigo é para os médicos que desejam montar o site do próprio consultório, com uma lista do que o site precisa ter. Nenhum item abaixo é desnecessário, porque cada um responde a uma regra do CFM, a uma exigência da LGPD ou a uma dúvida que o paciente tem antes de marcar a consulta.

Que identificação o CFM exige no site do médico?

A Resolução CFM 2.336/2023 pede que o site traga o nome do médico, o número do CRM acompanhado da palavra MÉDICO e, quando houver, a especialidade seguida do RQE. Essas informações ficam na página principal. No site de uma clínica, entram também o nome do estabelecimento com o registro no CRM e o diretor técnico médico.

Esses dados estão nos artigos 4º, 5º e 6º do texto da Resolução CFM 2.336/2023. Repetir a identificação no rodapé de todas as páginas é uma boa prática, porque o paciente nem sempre começa a leitura pela página inicial.

A identificação também serve ao paciente. Quem quer conferir o registro pode usar a busca por médicos do portal do CFM, que mostra a situação do CRM e as especialidades registradas, e o site que traz esses dados à vista já facilita a conferência.

Quais páginas não podem faltar?

Quatro páginas formam a base:

  • Sobre o médico: quem é o médico, com formação e registro;
  • Uma página para cada condição ou procedimento atendido;
  • Local: onde o médico atende, com endereço e mapa;
  • Contato, com WhatsApp e telefone.

Com elas, o paciente entende quem atende, o que é tratado e como marcar a consulta. A página de cada condição merece mais atenção do que as outras. Uma página por assunto ajuda o paciente a achar exatamente o que procura e ajuda o buscador a entender sobre o que o site fala. Já uma única página “Tratamentos”, com tudo misturado, costuma não responder bem a nenhuma dúvida.

Como são textos sobre saúde, cada afirmação clínica precisa de fonte reconhecida, como o CFM e as sociedades médicas, e de revisão do próprio médico antes de ir ao ar.

O que o Google e a IA precisam encontrar no site?

Precisam encontrar autor e data visíveis, texto que responda à dúvida logo no início, páginas indexadas e um site que carregue rápido no celular. Em saúde, o Google cobra ainda mais clareza sobre quem criou o conteúdo, e as respostas de IA do Google partem de páginas que ele já indexou.

As orientações do Google sobre conteúdo útil e confiável pedem autoria clara e tratam temas de saúde como áreas em que a precisão deve acompanhar o consenso dos especialistas. Na prática, é o que a resolução do CFM já pede: identificar o médico responsável e manter o conteúdo correto.

A parte técnica, como indexação, velocidade e estrutura das páginas, é o território do SEO médico. Vale conferir também se o texto importante está escrito na página, e não apenas dentro de imagens.

O que a LGPD pede no site do médico?

O site precisa de uma política de privacidade acessível e, em todo formulário, de uma caixa de consentimento marcada pelo próprio paciente, com link para essa política. O formulário deve pedir só o necessário, como nome e telefone, porque dados de saúde são sensíveis e não cabem em um campo de contato.

A política explica quais dados são coletados, para quê serão usados e como o paciente pode pedir a exclusão. A redação desse texto deve ser validada por quem responde pela LGPD na clínica, porque ela vale para o site inteiro, inclusive para os botões de WhatsApp e para as ferramentas de medição.

Site próprio ou Doctoralia: um substitui o outro?

Não. O Doctoralia é um diretório em que o paciente encontra vários profissionais, e a exibição segue as regras da plataforma. O site próprio é o endereço que o médico controla, onde reúne identificação, conteúdo e contato. Os dois se complementam, e nome, endereço e telefone devem ser iguais nos dois.

Para entender como funciona o perfil na plataforma antes de decidir onde investir, vale ler Doctoralia é confiável?, no blog da Shantal.

O que evitar no site de um médico?

Evite promessa de resultado, depoimento de paciente como prova de eficácia, superlativos como “referência em” e imagens de antes e depois fora das condições do artigo 14 da resolução. Pela linha adotada pela Shantal, o site também não traz preço de procedimento.

A resolução veda garantir ou insinuar bons resultados e trata como sensacionalismo o conteúdo que enaltece o médico ou o local onde ele atua. Se houver dúvida sobre o que a norma permite em cada caso, o guia sobre o que a resolução do CFM permite e proíbe na publicidade médica reúne os pontos principais.

Perguntas frequentes

O site precisa ter blog?

Não é obrigatório. O blog é uma forma de responder às dúvidas dos pacientes com texto próprio, o que ajuda o Google e as respostas de IA a entender o assunto do site e favorecer nos resultados. Se existir, vale o mesmo cuidado do restante: identificação visível, fonte reconhecida para cada afirmação clínica e revisão médica antes de publicar.

Posso usar foto de paciente no site?

Só em condições restritas. A resolução permite a imagem de paciente com finalidade educativa e exige autorização do paciente, anonimato, respeito ao pudor e à privacidade e nenhuma edição ou melhoramento da imagem (artigo 14). Na dúvida, não publique e consulte o CRM do seu estado.

Quanto tempo o site leva para aparecer no Google?

Não existe prazo garantido, e o próprio Google lembra que nem a indexação é garantida. O que o médico controla é a qualidade das páginas e a parte técnica do site. Para saber se as páginas já foram indexadas, a ferramenta de inspeção de URL do Search Console mostra o que o Google encontrou.

Criação de sites médicos com a Shantal

Se você quer um site que já nasça com a identificação do CFM, as páginas por condição e o consentimento da LGPD, conheça o trabalho de criação de sites médicos da Shantal. A equipe revisa cada texto com as regras do CFM e cuida da estrutura para as ferramentas de busca. Para conversar sobre o seu projeto, fale com a nossa equipe.